De feição

O que eu sinto. Esta batalha em mim mesma.

De querer fugir à realidade e procurar na insanidade um escape para a vida. De já não acreditar na vida, nem no amor e andar à procura dele onde ele não está.

Uma luta vã em que decidi meter-me aprisionada pelas correntes que vergam o meu pescoço e me arrastam e me agarram. Um escape para sacrificar a réstia que alegria que carrego dentro entretendo a minha mente ocupada. Uma maneira de aniquilar o querer, aniquilar a tentativa de lutar pelo que em não acredito, um desespero em que me prendo em modo escapista da minha vida. O que eu temo é afundar-me em mim mesma e olhar para os velhos problemas com olhar de os resolver. E não acredito sequer em resolver, nesta maneira hedonista que aniquila a disciplina de viver na monotonia, de dirigir e de saber, para onde andar.

Profundamente, deixar-se levar pela preguiça de determinar um rumo na vida, presos ao medo de que tudo vá de feição.

Por favor, silêncio.

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